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Assinale o número de frases abaixo que se apresentam corretas em relação à ocorrência ou não de crase nas palavras destacadas, de acordo com a norma-padrão.

- Nós demoramos muito à chegar ontem.

- Ele é muito chegado à pessoas ilustres.

- Segundo a lei, devemos fazer silêncio em certos lugares.

- Você chegou à casa dos quarenta anos muito bem conservado.

- O medicamento deve ser bem ministrado, gota à gota, para fazer o efeito desejado. 

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“Um amigo é aquele que nos faz fazer aquilo que podemos fazer.” (Ralph W. Emerson) Em relação à estrutura do período acima, é correto afirmar que: 

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Assinale a alternativa em que a forma proposta entre parênteses substitui adequadamente o verbo destacado na frase, de acordo com as normas de concordância.

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Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.


Um apólogo


        Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

        — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

        — Deixe-me, senhora.

        — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

        — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

        — Mas você é orgulhosa.

        — Decerto que sou.

        — Mas por quê?

        — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

        — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

        — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

        — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

        — Também os batedores vão adiante do imperador.

        — Você é imperador?

        — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... (...)

        Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

        — Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. (...)


ASSIS, Machado de. Um apólogo. Contos consagrados. Disponível em <https://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/umapologo.htm>.

Assinale a alternativa em que a expressão destacada no trecho do texto não possui nenhuma outra função a não ser a de realçar o sentido de uma parte da sentença.

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Um apólogo


        Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

        — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

        — Deixe-me, senhora.

        — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

        — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

        — Mas você é orgulhosa.

        — Decerto que sou.

        — Mas por quê?

        — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

        — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

        — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

        — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

        — Também os batedores vão adiante do imperador.

        — Você é imperador?

        — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... (...)

        Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

        — Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. (...)


ASSIS, Machado de. Um apólogo. Contos consagrados. Disponível em <https://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/umapologo.htm>.

No texto “Um apólogo”, a atribuição de características humanas a personagens originalmente inanimados corresponde à seguinte figura de linguagem: 

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Um apólogo


        Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

        — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

        — Deixe-me, senhora.

        — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

        — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

        — Mas você é orgulhosa.

        — Decerto que sou.

        — Mas por quê?

        — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

        — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

        — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

        — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

        — Também os batedores vão adiante do imperador.

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        Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

        — Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. (...)


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Assinale a alternativa cujas características se aplicam corretamente ao texto “Um apólogo”. 

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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta a organização curricular da Educação Básica a partir de competências gerais e específicas. Sobre o papel da BNCC no planejamento escolar, assinale a alternativa correta: 

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ma professora da rede municipal atua em dois turnos e é responsável por uma turma de alfabetização. Nos últimos dias, seu filho de 11 anos passou a apresentar um quadro de saúde que exige acompanhamento médico frequente e supervisão direta em casa, impossibilitando que ele permaneça sozinho. A docente comunica à direção da escola que precisará se afastar temporariamente para garantir os cuidados necessários, e solicita orientação sobre qual modalidade de licença deve requerer, conforme prevê o Estatuto dos Servidores (Lei nº 1.113/2005).

Considerando as modalidades de licença do Art. 65, qual é o afastamento adequado para essa situação? 

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Uma prática pedagógica que articula alfabetização, letramento, oralidade e produção textual reconhece que aprender a ler e escrever envolve tanto a apropriação do sistema alfabético quanto o uso social da linguagem. Nessa abordagem integrada, a escola promove situações reais de comunicação, favorecendo a escuta, o diálogo e a autoria das crianças. A articulação entre alfabetização, letramento, linguagem oral e produção de textos se consolida pedagogicamente quando o professor:

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articulação entre fundamentos didático-metodológicos e as especificidades do desenvolvimento cognitivo, afetivo e social das crianças. A prática pedagógica, nesse contexto, demanda estratégias intencionais, que mobilizem a curiosidade, a construção do conhecimento e a mediação ativa do professor, respeitando a diversidade de ritmos e estilos de aprendizagem. Com base nas abordagens contemporâneas da Didática e nas metodologias voltadas aos anos iniciais, assinale a alternativa que reflete uma concepção crítica e formativa do processo ensino-aprendizagem.

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